
Aberto desde 1885, o Keens é o steakhouse mais histórico de NYC. Famoso pelo lendário Mutton Chop e pela coleção de 90.000 cachimbos no teto. Ambiente de clube britânico do século XIX.
Aberto desde 1885, o Keens é o steakhouse mais histórico de NYC. Famoso pelo lendário Mutton Chop e pela coleção de 90.000 cachimbos no teto. Ambiente de clube britânico do século XIX. Localizado em Midtown, é um dos endereços mais procurados por brasileiros e nova-iorquinos que buscam o melhor da culinária steakhouse em Nova York.
Nova York é a capital mundial dos steakhouses. A tradição de carnes dry-aged, porções generosas e ambientes clássicos com madeira escura e garçons de avental branco define a experiência nova-iorquina de comer carne.
O prato imperdível do Keens Steakhouse é o Mutton Chop, Porterhouse for Two, Creamed Spinach. É o que fez a fama da casa é o que a maioria dos frequentadores regulares recomenda para quem visita pela primeira vez.
$$$$ — Experiência gastronômica premium. Espere gastar US$ 60-150+ por pessoa.
Lembre-se: nos EUA, a gorjeta de 18-20% é obrigatória em restaurantes com serviço de mesa e não está incluída na conta.
Metrô: B/D/F/M (47-50 Rockefeller), N/R/W (49th St)
O metrô de Nova York funciona 24 horas e é a forma mais prática de chegar. Use o Google Maps ou Citymapper para a melhor rota a partir da sua localização.
Keens Steakhouse é uma instituição de Nueva York tão enraizada na identidade gastronômica da cidade quanto o próprio conceito de steakhouse americano. Fundado em 1885, na era do Gilded Age, o restaurante nasceu como um ponto de encontro para atores e intelectuais da vizinha Broadway. Desde então permanece no mesmo endereço, na 36th Street em Midtown, constituindo um dos estabelecimentos de comida mais antigos em operação contínua na cidade. Ao contrário de versões corporativas e modernizadas de steakhouses que surgiram nas últimas décadas, Keens mantém a estrutura de um clube britânico do século XIX, onde a cozinha continua fiel aos princípios clássicos de preparação de carne vermelha e acompanhamentos tradicionais.
O coração da cozinha é a carne, em formas que vão desde a legendária Mutton Chop — carneiro grelhado com uma crosta caramelizada, servido com osso e sem a delicadeza das preparações modernas — até o Porterhouse for Two, um bife espesso para compartilhar que chega à mesa com uma borda de gordura caramelizada mantida pelo calor do ferro. O Creamed Spinach é um acompanhamento que merece menção separada: espinafre simples refogado em creme, sem rebuçados, que funciona como contraponto necessário às carnes pesadas. Entradas custam tipicamente entre 15 e 25 dólares, pratos principais entre 45 e 70 dólares, dependendo do corte e do tamanho escolhido. A carta de vinhos inclui muitas opções clássicas americanas e francesas em faixa média a alta, enquanto cocktails seguem receitas tradicionais — martinis, Manhattans, Old Fashioneds — sem criatividade contemporânea.
O salão divide-se em vários ambientes pequenos conectados, com baixa luminosidade garantida por abajures que remontam a décadas passadas e madeira clara nas paredes. O barulho é moderado apesar da densidade de mesas, porque o pé-direito baixo e a falta de superfícies duras absorvem som. A clientela é mista: executivos de terno em almoços de negócio, casais de meia-idade celebrando aniversários, turistas internacionais que leram sobre o lugar em guias históricos, e ocasionalmente grupos maiores de locais que vêm mais pela tradição do que por inovação gastronômica. O dress code é casual a smart casual; não há proibição contra jeans, mas suéter ou blazer são recomendados para não desentoar. Não há playlist audível — o restaurante depende do murmúrio do público e do som de talheres.
Brasileiros devem fazer reserva com antecedência — o OpenTable funciona bem para este estabelecimento e costuma ter disponibilidade se reservado com uma ou duas semanas de margem. Walk-in é possível em horários menos procurados, mas sem garantia de mesa rápida. A gorjeta padrão americana é 18% a 20%, adicionada sobre a conta antes de pagar se usar cartão; o sistema funciona igual a outras casas em Nova York. Para quem não come carne crua, deixe claro: "medium" significa bife cozido até o meio rosado, "medium-well" deixa apenas um núcleo levemente rosado. Se o assunto é linguagem, garçons são profissionais treinados mas em geral apenas em inglês — trazer seu telefone com Google Translate é prático. Vegetarianos terão dificuldade; o cardápio é construído inteiramente em torno de proteína animal.
Keens fica a uma curta caminhada da estação 34th Street (linhas N, Q, R, W, A, C, E) e próximo à estação 42nd Street Port Authority. A região é Midtown, cercada por teatros da Broadway a alguns quarteirões de distância e pela proximidade de Times Square. Se a ideia é aumentar a noite, o 44th Street Theater District oferece opções de espetáculos; alternativamente, bares clássicos como o Old Town Bar ou o estabelecimento Rose Bar ficam numa faixa de cinco a dez minutos caminhando. De Uber desde Times Square, espere entre 5 e 12 dólares dependendo do horário e congestionamento típico de Midtown.
Vale vir a Keens se você está disposto a pagar pelo privilégio de comer num lugar com 140 anos de operação contínua e não tiver pressa em ter uma experiência culinária revolucionária. Para o viajante que aprecia carne vermelha clássica, ambiente que respira história e não busca Instagram-worthiness, é uma escolha sólida. Evite se está com orçamento apertado, vegetariano, ou esperando descobrir técnicas modernas. Para executivos em trânsito e casais em busca de uma noite nostálgica, permanece imbatível.
Conteúdo editorial revisado pela equipe NY.com.br em 2026.