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Os 20 Melhores Chefs de Nova York: Quem São os Gênios por Trás dos Pratos
Gastronomia

Os 20 Melhores Chefs de Nova York: Quem São os Gênios por Trás dos Pratos

Por Fortes1 de abril de 202625 min

Nova York não é apenas a capital financeira do mundo — é também a capital gastronômica. Nenhuma outra cidade reúne tantos chefs geniais, tantas estrelas Michelin e tanta diversidade culinária em um só lugar. De sushi a US$800 até o cronut que mudou a confeitaria mundial, os chefs que comandam as cozinhas de NYC são verdadeiras lendas vivas. Neste guia, apresentamos os 20 melhores chefs de Nova York, suas histórias, seus restaurantes e os pratos que você precisa provar.

Os 20 Melhores Chefs de Nova York

ER

1. Eric Ripert

🇫🇷 Francês · Le Bernardin · ⭐⭐⭐ 3 Estrelas Michelin

O mestre absoluto dos frutos do mar. Eric Ripert comanda o Le Bernardin desde 1994 e mantém 3 estrelas Michelin há mais de 20 anos consecutivos — um feito quase impossível. Sua filosofia: o peixe é a estrela, nunca o chef. O menu degustação (US$220) é considerado a melhor experiência de seafood do planeta. Nascido em Antibes, França, Ripert estudou na Escola de Culinária de Perpignan e trabalhou com Joël Robuchon antes de conquistar NYC.

Prato assinatura: Poached Lobster com beurre fondue · Curiosidade: É praticante de meditação budista e amigo próximo de Anthony Bourdain.

DH

2. Daniel Humm

🇨🇭 Suíço · Eleven Madison Park · ⭐⭐⭐ 3 Estrelas Michelin

O chef que ousou transformar o restaurante #1 do mundo em 100% plant-based. Daniel Humm nasceu na Suíça, ganhou sua primeira estrela Michelin aos 24 anos e levou o Eleven Madison Park ao topo do ranking mundial em 2017. Em 2021, surpreendeu o mundo ao eliminar toda proteína animal do menu — e manteve as 3 estrelas. O tasting menu (US$375) é uma experiência transcendental que prova que vegetais podem ser luxo.

Prato assinatura: Beterraba assada com mil folhas · Curiosidade: É triatleta e compete em Ironman nas horas vagas.

TK

3. Thomas Keller

🇺🇸 Americano · Per Se · ⭐⭐⭐ 3 Estrelas Michelin

A lenda viva da gastronomia americana. Thomas Keller é o único chef americano a ter dois restaurantes com 3 estrelas Michelin simultaneamente (Per Se em NYC e The French Laundry na Califórnia). O Per Se, no Columbus Circle com vista para o Central Park, oferece um tasting menu de 9 pratos por US$450 que muda diariamente. Keller é autodidata — nunca estudou em escola de culinária.

Prato assinatura: Oysters and Pearls (pérolas de tapioca com ostras e caviar) · Curiosidade: Escreveu "The French Laundry Cookbook", considerado a bíblia da gastronomia moderna.

DB

4. Daniel Boulud

🇫🇷 Francês · Daniel · ⭐⭐ 2 Estrelas Michelin

O imperador da gastronomia francesa em Nova York. Daniel Boulud nasceu em Lyon e construiu um império culinário em NYC que inclui Daniel (2★), Café Boulud, Bar Boulud, Boulud Sud e DBGB. O restaurante Daniel no Upper East Side é um templo da alta cozinha francesa com menu degustação a US$285. Boulud é conhecido por elevar pratos simples ao nível de obra de arte.

Prato assinatura: Duo de Boeuf com trufa · Curiosidade: Cresceu em uma fazenda em Lyon e começou a cozinhar com a avó aos 6 anos.

DC

5. David Chang

🇺🇸🇰🇷 Coreano-Americano · Momofuku · Netflix "Ugly Delicious"

O rebelde que mudou a cara da gastronomia casual. David Chang abriu o Momofuku Noodle Bar em 2004 no East Village e revolucionou a forma como NYC come. Seus restaurantes (Momofuku Noodle Bar, Ssäm Bar, Ko) misturam técnicas asiáticas com irreverência americana. É estrela do Netflix com "Ugly Delicious" e "Cooking Show". Chang provou que comida séria não precisa de toalha branca.

Prato assinatura: Pork Buns (brioche com barriga de porco) · Curiosidade: Sofre de transtorno bipolar e fala abertamente sobre saúde mental na gastronomia.

MS

6. Marcus Samuelsson

🇪🇹🇸🇪 Etíope-Sueco · Red Rooster Harlem

A história de Marcus Samuelsson é um filme. Nascido na Etiópia, adotado por uma família sueca, tornou-se o chef mais jovem a receber 3 estrelas do NYT aos 24 anos. Seu Red Rooster em Harlem é um fenômeno cultural que une soul food, culinária africana e música ao vivo. Foi o chef escolhido para o primeiro jantar de Estado de Obama na Casa Branca. Samuelsson prova que gastronomia e comunidade são inseparáveis.

Prato assinatura: Fried Chicken com waffles · Curiosidade: Cozinhou o jantar de casamento de Barack e Michelle Obama.

DA

7. Dominique Ansel

🇫🇷 Francês · Dominique Ansel Bakery · Inventor do Cronut™

O homem que fez o mundo inteiro ficar em fila por um doce. Dominique Ansel criou o Cronut™ em 2013 — um cruzamento de croissant com donut — e causou filas de 3 horas na frente de sua padaria no Soho. Mas Ansel é muito mais que um hit viral: formado na escola de confeitaria de Paris, trabalhou na Fauchon por 8 anos antes de abrir sua bakery em NYC. Foi eleito World's Best Pastry Chef em 2017.

Prato assinatura: Cronut™ (US$7, sabor muda mensalmente) · Curiosidade: Cada Cronut leva 3 dias para ser preparado e usa 15 etapas de produção.

MR

8. Missy Robbins

🇺🇸 Americana · Lilia & Misi · Brooklyn

A rainha da pasta artesanal. Missy Robbins comanda o Lilia em Williamsburg, considerado um dos melhores italianos de NYC. Cada massa é feita à mão diariamente — os mafaldini com pink peppercorn e o sheep's milk agnolotti são transcendentais. Robbins deixou um cargo de chef executiva em Manhattan para abrir seu próprio restaurante no Brooklyn e nunca olhou para trás. O Misi, ao lado, foca em pasta e pratos ribeirinhos.

Prato assinatura: Mafaldini with Pink Peppercorn · Curiosidade: Estudou na Itália por 5 anos antes de abrir o Lilia.

EO

9. Enrique Olvera

🇲🇽 Mexicano · Cosme & Atla · Flatiron/Noho

O chef que elevou a culinária mexicana ao nível de fine dining mundial. Enrique Olvera comanda o Pujol na Cidade do México (#8 do mundo) e trouxe sua visão para NYC com o Cosme no Flatiron e o Atla em Noho. O Cosme foi um terremoto gastronômico: provou que comida mexicana pode ser sofisticada sem perder a alma. O duck carnitas e o corn husk meringue são icônicos.

Prato assinatura: Corn Husk Meringue com Corn Mousse · Curiosidade: Estudou no CIA (Culinary Institute of America) em Nova York antes de voltar ao México.

SC

10. Scott Conant

🇺🇸 Americano · Scarpetta · Chelsea

O homem do melhor spaghetti do mundo. Scott Conant é obcecado por simplicidade: seu spaghetti com molho de tomate e manjericão no Scarpetta é considerado o melhor prato de massa de NYC — são apenas 3 ingredientes, mas a execução é perfeição absoluta. Jurado do Chopped (Food Network) e autor de vários livros de culinária, Conant prova que grandeza está nos detalhes, não na complexidade.

Prato assinatura: Spaghetti Tomato & Basil · Curiosidade: Tem aversão declarada a cebola crua — eliminou de todos os seus menus.

JG

11. Jean-Georges Vongerichten

🇫🇷 Francês · Jean-Georges · ⭐⭐ 2 Estrelas Michelin

O chef com mais restaurantes em Nova York. Jean-Georges Vongerichten nasceu na Alsácia e construiu um império de 40+ restaurantes pelo mundo, com base em NYC. O Jean-Georges no Trump International Hotel tem 2 estrelas Michelin e oferece um dos melhores almoços executivos da cidade (US$58 por 2 pratos). Também comanda o Mercer Kitchen, ABC Kitchen e o recém-aberto abcV (vegetariano).

Prato assinatura: Egg Caviar com vodka cream · Curiosidade: Abriu seu primeiro restaurante aos 29 anos e já tem mais de 60 no mundo todo.

DM

12. Danny Meyer

🇺🇸 Americano · Union Square Hospitality Group · Shake Shack

Não é chef de cozinha, mas é o gênio da hospitalidade que mudou NYC para sempre. Danny Meyer criou o Shake Shack (que virou rede global), o Gramercy Tavern, o Union Square Cafe e o The Modern no MoMA. Escreveu "Setting the Table", a bíblia da hospitalidade. Foi o primeiro restaurateur a abolir gorjeta em seus restaurantes (voltou atrás, mas a discussão que gerou mudou a indústria). Meyer provou que experiência é tão importante quanto comida.

Legado: Shake Shack (US$5 bilhões em valor de mercado) · Curiosidade: Abriu o Union Square Cafe aos 27 anos com dinheiro emprestado da família.

CT

13. Christina Tosi

🇺🇸 Americana · Milk Bar · Inventora do Crack Pie

A confeiteira mais criativa de NYC. Christina Tosi abriu o Milk Bar como uma porta lateral do Momofuku em 2008 e criou uma revolução na confeitaria americana. Seus doces são lúdicos, nostálgicos e viciantes: o Crack Pie (torta de aveia com manteiga), o Cereal Milk Soft Serve (sorvete com sabor do leite que sobra no cereal) e o Birthday Cake Truffles viraram ícones. Jurada do MasterChef e autora de 3 livros.

Prato assinatura: Crack Pie (US$7 a fatia) · Curiosidade: O nome "Crack Pie" vem do fato de ser tão viciante quanto — clientes compram 3 de uma vez.

MT

14. Masayoshi Takayama

🇯🇵 Japonês · Masa · ⭐⭐⭐ 3 Estrelas Michelin

O chef do restaurante mais caro de Nova York — e possivelmente da América. Masayoshi Takayama comanda o Masa no Columbus Circle, onde um omakase custa a partir de US$800 por pessoa (sem bebida). São apenas 26 lugares no balcão de hinoki cypress importado do Japão. Takayama importa peixes diariamente do mercado de Tsukiji e prepara cada peça com precisão de samurai. É a experiência gastronômica mais exclusiva de NYC.

Prato assinatura: Omakase de 20+ peças com toro e uni · Curiosidade: O balcão de hinoki custou US$300.000 e precisa ser lixado a cada 6 meses.

JA

15. José Andrés

🇪🇸 Espanhol · Mercado Little Spain · Hudson Yards

O chef-herói. José Andrés é famoso tanto por sua culinária espanhola quanto por seu trabalho humanitário com a World Central Kitchen, que alimenta vítimas de desastres naturais no mundo todo (Ucrânia, Haiti, Porto Rico). Em NYC, comanda o Mercado Little Spain em Hudson Yards — um mercado gastronômico espanhol com tapas, paellas e jamón ibérico. Foi indicado ao Nobel da Paz e nomeado uma das 100 pessoas mais influentes pela TIME.

Prato assinatura: Paella Valenciana e Jamón Ibérico · Curiosidade: A World Central Kitchen já serviu mais de 350 milhões de refeições em crises humanitárias.

AC

16. Amanda Cohen

🇨🇦 Canadense · Dirt Candy · Lower East Side

A pioneira dos vegetais como protagonistas. Amanda Cohen abriu o Dirt Candy no LES e provou que um restaurante 100% vegetariano pode ser divertido, criativo e delicioso sem ser pretensioso. Seus broccoli hot dogs e portobello mousse fazem carnívoros convictos esquecerem que não há carne no prato. Cohen é uma voz ativa na luta por igualdade salarial na gastronomia e autora de um livro de receitas em formato de graphic novel.

Prato assinatura: Broccoli Dogs · Curiosidade: O nome "Dirt Candy" significa "vegetais são doces que vêm da terra".

MW

17. Michael White

🇺🇸 Americano · Marea & Osteria Morini · Midtown/Soho

O americano que cozinha italiano melhor que muitos italianos. Michael White nasceu em Wisconsin mas sua alma é da Emilia-Romagna. O Marea no Central Park South é referência em frutos do mar italianos — o fusilli with octopus and bone marrow é considerado um dos melhores pratos de pasta de NYC. O Osteria Morini no Soho é mais casual mas igualmente extraordinário. White domina a arte de fazer pasta fresca como poucos no mundo.

Prato assinatura: Fusilli with Octopus and Bone Marrow · Curiosidade: Morou 7 anos na Itália aprendendo com nonnas antes de voltar aos EUA.

AS

18. Alex Stupak

🇺🇸 Americano · Empellón · Midtown/West Village

A reinvenção mais inesperada da gastronomia de NYC. Alex Stupak era chef pâtissier do wd~50 (o templo da gastronomia molecular de Wylie Dufresne) e poderia ter seguido carreira em confeitaria fine dining. Em vez disso, abandonou tudo para abrir uma taqueria. O Empellón começou como um restaurante de tacos e evoluiu para uma experiência de comida mexicana contemporânea que usa técnicas de alta gastronomia. As tortillas são feitas com milho nixtamalizado na casa.

Prato assinatura: Tacos de pato com mole negro · Curiosidade: Sua esposa é mexicana e foi ela quem o inspirou a mudar de confeitaria para culinária mexicana.

JP

19. Junghyun Park

🇰🇷 Coreano · Atomix · ⭐⭐ 2 Estrelas Michelin

O chef que transformou a culinária coreana em alta gastronomia. Junghyun Park e sua esposa Ellia comandam o Atomix em Midtown, onde um tasting menu de 10+ pratos (US$375) reinterpreta a culinária coreana com técnicas contemporâneas. Cada prato vem acompanhado de um cartão explicando a história e inspiração. O ambiente é íntimo (apenas 14 lugares no balcão) e a experiência é tão visual quanto gustativa. O Atomix foi eleito #8 do mundo.

Prato assinatura: Bibimbap desconstruído com trufas · Curiosidade: O nome "Atomix" vem da crença de que cada ingrediente tem uma "energia atômica" única.

JK

20. James Kent

🇺🇸 Americano · Crown Shy · ⭐ 1 Estrela Michelin

O jovem prodígio do Financial District. James Kent trabalhou no Eleven Madison Park e no NoMad antes de abrir o Crown Shy em um deslumbrante espaço Art Deco no FiDi. Com apenas 1 estrela Michelin mas avaliações perfeitas, o Crown Shy oferece cozinha americana contemporânea com influências globais a preços mais acessíveis que os 3 estrelas (entrada US$18-35, prato US$35-55). Kent representa a nova geração da gastronomia de NYC: técnica impecável sem elitismo.

Prato assinatura: Roasted Duck com molho de especiarias · Curiosidade: O prédio do Crown Shy é de 1930 e era sede de uma companhia de seguros.

Onde Comer: Tabela Resumo

Guia Rápido por Orçamento

Dicas para Jantar nos Restaurantes dos Grandes Chefs

Reservas

Os restaurantes dos chefs mais famosos exigem reserva com semanas (ou meses) de antecedência. Use o Resy para a maioria (Le Bernardin, Cosme, Lilia, Crown Shy) e o OpenTable para outros. Para Per Se e Eleven Madison Park, as reservas abrem exatamente 28 dias antes e esgotam em minutos — programe um alarme.

Dress Code

Restaurantes 2-3 estrelas Michelin (Le Bernardin, Per Se, Daniel, EMP) exigem traje elegante: nada de tênis, bermuda ou camiseta. Restaurantes casuais-chiques (Cosme, Lilia, Crown Shy) aceitam jeans escuro com blazer. Momofuku e Shake Shack são totalmente casuais.

Gorjeta

Mesmo nos restaurantes mais caros, a gorjeta de 20% é esperada e NÃO está incluída na conta. Em um jantar de US$450 no Per Se, a gorjeta será US$90 adicionais. Prepare-se financeiramente.

Dica do NY.com.br: muitos restaurantes estrelados oferecem menu de almoço a preços muito mais acessíveis. O Le Bernardin tem almoço por US$89 (vs US$220 no jantar) e o Jean-Georges por US$58. É a melhor forma de experimentar a cozinha de um grande chef sem gastar uma fortuna.
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